Quando Não Sabemos: A Humildade de Confiar em Deus
- Rose Souza
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- 20 de mai. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jan.
Uma reflexão sobre dúvidas, sofrimento e o processo de aprender a confiar.

O nó que se forma quando buscamos respostas
Encontrar explicação para todos os nossos questionamentos parece, às vezes, uma missão impossível. Acreditamos que basta perguntar para que as respostas apareçam, mas logo percebemos que não é assim. E essa frustração pode criar um nó tão grande na mente que fica difícil até encontrar a ponta da corda.
Ter humildade para dizer “eu não sei” nem sempre é fácil.
O dilema interno que todos enfrentamos
Quando tento entender minhas próprias deficiências, me vejo em um dilema que parece uma trama digna da Interpol. Culpo-me por atitudes que tomei e por outras que deixei de tomar. É um verdadeiro inferno emocional.
E, sinceramente, quem está livre de dúvidas, solidão, medos, angústias, culpas e sofrimentos? Ninguém.
Técnicas para dias difíceis
Em dias de revolta, quando tudo ao redor parece fora do lugar, precisamos recorrer às ferramentas que já conhecemos. Dessa vez, busquei a leitura — e encontrei um discurso que me tocou profundamente.
Aqui está o trecho que me atravessou:
“Algumas das perguntas mais difíceis sobre o sofrimento são: por que Deus parece intervir em alguns momentos, mas não em outros, e por que devemos orar por sua proteção. Às vezes, basta dizer ‘Não sei’ e, então, confiar em Deus.” — Francine R. Bennion, 1986
Eu não sei — e tudo bem
Eu não sei
Por que insistimos em disputar opiniões que destroem o que já estava edificado. Por que esquecemos o que sabemos e escolhemos agir de forma ridícula. Por que bombardeamos o outro com certezas quando o silêncio teria sido mais sábio.
Eu não sei
Por que, mesmo com tanto conhecimento disponível — ciência, psicologia, tecnologia — ainda tropeçamos nos nossos próprios erros e não conseguimos nos perdoar.
Eu não sei
Por que as dores parecem castigos. Por que acreditamos que merecemos certas provações. Por que nos sentimos injustiçados, esquecidos, abandonados.
Eu não sei
Por que valorizamos mais a vida alheia do que a nossa. Por que achamos que o outro é mais abençoado, mais forte, mais capaz.
A simplicidade que esquecemos
Talvez esqueçamos de olhar a vida com simplicidade. Não porque somos incapazes, mas porque precisamos passar pelo processo.
Cada alma vive sua experiência terrena no tempo exato que precisa. E nossa vida está perfeitamente correta quando atravessamos momentos de tristeza e dificuldade — porque é ali que o aprendizado acontece.
Fragmentos de histórias que nos formam
Não sei como juntar todos os fragmentos da humanidade — dores, alegrias, esperanças — e transformá-los em lição. Mas sei que estamos todos procurando respostas, tentando nos encaixar em uma onda de felicidade e perfeição que não existe.
E, observando tudo isso, tenho cada vez mais certeza:
ainda temos muito a aprender
temos capacidade de sobra
podemos viver com mais leveza
podemos admitir que não sabemos tudo
E quando o nó apertar demais, quando não encontrarmos a ponta da corda…
Podemos confiar em quem sabe de tudo.
Às vezes, basta dizer: “Eu não sei.” E confiar em Deus.
Nota de referência
Trecho inspirado no discurso “A Latter-day Saint Theology of Suffering”, de Francine R. Bennion, apresentado na Conferência Feminina da Universidade Brigham Young em 28 de março de 1986.




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